Com os pés no chão ou a cabeça nas nuvens, caminhamos pela vida sujeitos às mais variadas experiências, a mudanças e transformações de toda ordem. Muitas vezes, mal temos tempo de perceber aquilo que nos rodeia, em meio aos atropelos cotidianos – às vezes não temos tempo nem para nós mesmos, e menos ainda para os outros.“Se a gente for estudar a vida demais / A gente não a vive”, observa a poeta, enquanto compartilha conosco seus sonhos, ideias e afinidades eletivas, seus afetos e seus medos, como num convite a entrar um pouco junto com ela no mundo da arte, da escrita, da palavra, com o olhar generoso de se abrir para cada experiência, mesmo a mais singela, e de se abrir para o outro, de buscar a harmonia nesses encontros.
“Existem questões que a palavra parece / que não alcança” – e será que não é justamente para isso que serve a poesia, para ir além do alcance da palavra?
Em Os pés e a nuvem, Fernanda Oliveira traça e retraça as pegadas do sonho com esse olhar de poeta sobre as coisas do mundo, sobre o tempo e a natureza, sobre as transformações, encontros e relacionamentos – e nos mostra o caminho mais curto entre o gelo e a chama, entre o antes e o depois, e como a vida nos leva: afinal “A gente está sempre aprendendo / E observando coisas novas”


Terapia de regressão
Buquê
Curva
Vida na margem
Na beira
Comigo
Feitio
Mozart em ritmo de samba
Folhas ao vento
Os catadores de algodão
Música no silêncio
Manhã quase tarde
Lisboa inspira: Relatos de uma doutoranda madura (ou nem tanto…)
Páginas
Acaso
Inverso
Carretel
Leque 

