[Livro em pré-venda – envio a partir de 21 de fevereiro]
Em Diante da minha janela, Alvaro Senra transforma a experiência da pandemia em matéria literária viva, recusando tanto o registro apressado do diário quanto a falsa neutralidade do testemunho distante. Escritas entre 2020 e 2021, as crônicas reunidas neste livro nascem de uma posição concreta e vulnerável: a do sujeito confinado, atento ao que se passa fora – e dentro – de sua própria vida.
Da janela de um apartamento em Niterói, o autor observa ruas esvaziadas, vizinhos, pequenos rituais cotidianos, cenas banais que, sob a pressão do medo e da incerteza, ganham uma densidade inesperada. O que antes passava despercebido — o café da manhã, a conversa com um sabiá, a presença insistente do mar, a rotina das farmácias — torna-se forma de resistência e, sobretudo, de memória. Escrever é não esquecer.
Professor de História, Senra cruza com naturalidade o olhar atento ao presente e a longa duração dos acontecimentos: a pandemia aparece como guerra difusa, atravessada por negacionismo, autoritarismo, violência simbólica e política, mas também por gestos mínimos de cuidado, humor ácido e lampejos de humanidade. Há crônicas marcadas pelo luto e pela indignação; outras se deixam conduzir pela ironia, pela observação urbana, pela reflexão sobre o tempo, o envelhecimento, a política, a cultura e o futuro – ou o “desfuturo” – que se anunciava. Sem idealizações, Diante da minha janela compõe um painel fragmentário e honesto de um período que ainda nos atravessa. Ao costurar lembranças, leituras, cenas íntimas e comentários públicos, Alvaro Senra constrói uma literatura da sobrevivência: escrita como trincheira, como gesto de lucidez e como tentativa de dar forma a uma experiência coletiva que insiste em não se deixar apagar.


A Biologia da Mulher
Já virou octanagem
Carretel
Diante da minha janela
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Forma
Liberdade de escolher como morrer
Dinossauro emancipado
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Através do reflexo
Balaio de dois
Recortes
Luz sobre o caos
Mulheres de moto pelo mundo Aqui estão reunidas 45 crônicas escritas a partir das experiências vividas por um grupo de 17 mulheres que viajam juntas de motocicleta há mais de uma década, com seus maridos, namorados ou companheiros, como garupas ou pilotas. Essas histórias atravessam milhares de quilômetros, dezenas de países em diferentes continentes, e tratam de amizade, companheirismo, tolerância, superação, medo, angústia, esperança, vaidade… – enfim, sentimentos que falam a todas as mulheres e em especial àquelas que têm coragem de experimentar o novo, sair da zona de conforto, ver o mundo passando veloz enquanto exploram as mais diversas estradas e paisagens. O resultado é um livro absolutamente original, cheio de humor e perspicácia, em que o olhar feminino vai muito além da beleza dos cenários para revelar ao leitor, sob os mais variados pontos de vista, um mundo cheio de novidades e emoções.
Imperfeito
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Páginas
No meio do lado
Terapia de regressão 
