Trata-se do relato ao mesmo tempo duro e irônico de um marinheiro que, privado de seu
passaporte, por circunstâncias alheias a sua vontade, também perde a cidadania nacional. E os direitos
humanos mais básicos. As suas aventuras sempre perigosas, no limite da sobrevivência, se constituem
como uma extraordinária epopeia dos proletários do mar – em oposição às mais conhecidas até então, que
tratavam apenas dos capitães, aristocratas e proprietários das embarcações.
Assim, tendo um trabalhador como herói, o livro confronta as verdadeiras necessidades humanas com as
exigências arbitrárias da burocracia e da política nacional e internacional, no período posterior à Primeira
Guerra Mundial. O resultado é uma das maiores obras-primas internacionais do século xx. A primeira
edição de O Navio da Morte em língua alemã foi feita em Berlim, em 1926.
É essa primeira edição que serviu de base para a presente tradução, diferentemente do que foi feito muitas
vezes, em vários países, ao tomar equivocadamente a tradução norteamericana, muito posterior, como
sendo o original do livro.
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Terapia de regressão
Buquê
Curva
Vida na margem
Na beira
Comigo
Feitio
Mozart em ritmo de samba
Folhas ao vento
Os catadores de algodão
Música no silêncio
Manhã quase tarde
Lisboa inspira: Relatos de uma doutoranda madura (ou nem tanto…)
Páginas
Acaso
Inverso
Carretel
Diante da minha janela
Era preciso um caminho 

